Ter a bundinha gostosa da Psique em cima de mim por mais de duas horas de viajem foi tudo de bom, bem melhor que ir num confortável ônibus ou de mesmo de avião. Todos coladinhos no banco de trás, Nelson guiando os bebuns, Naja ao seu lado. Atrás iam também os realizadores do churrasco: Carol e André.
Parada somente pra comprar ou beber cerveja, ao todo duas pra não atrasar a chegada.
Não foi difícil chegar, quando tem um careta entre os doidões a coisa funciona bem. Teresópolis não tem muito erro, seguimos o mapa que Carol levou e logo chegamos no tal condomínio.
Cidade serrana pede cerveja temperatura ambiente, então abrimos umas de cor escura o que desceu como água enquanto as outras gelavam. O problema era que a geladeira da casa estava quebrada, e tínhamos que descer até a piscina para pegarmos cervejas no pequeno e único freezer que funcionava. Isso seria normal numa casa comum de poucos cômodos. O problema era que a tal residência era imensa, um verdadeiro labirinto de três andares, com vários corredores, quartos e banheiros, além de uma luxuosa trilha que terminava na piscina e, mais embaixo, no salão de jogos.
Apesar da casa não aparentar se assombrada pela sua arquitetura moderna, qualquer um que se aventurasse a descer pela trilha sozinho ficava com o cu trancado de medo, bastando lembrar os variados clichês em filmes de terror em que o primeiro espertinho a se separar do grupo não voltava mais.
Porém o conforto do ambiente, a hospitalidade que tivemos e o alto teor alcoólico nos fizeram entrar no gostoso clima serrano, e dominação não tardou a acontecer.
O trample foi a única forma de dominação na noite de sábado. Na TV olimpíadas, no cd Player Rock nacional e no chão eu e Nelson. Psique e Carol Kant, como duas perversas vilãs numa história romântica, nos pisava e pulava à vontade.
Fui amarrado ao solo juntamente com André, as duas mulheres maltratavam os corpos indefesos com os pés, depois vieram arranhões e tapa no rosto.
Não lembro a hora que dormimos.
Psique me acordou cedo (levando em consideração a hora que dormimos), Nelson Já estava de pé. Estávamos ansiosos pelo melhor momento do passeio, o churrasco na piscina.
Nelson e Carol saíram pra comprar as coisas: Carne, sal, carvão, bebida etc. O resto do grupo foi pra piscina pegar um sol e começar os preparativos iniciais. Já abri uma das cervejas que ainda se encontravam no freezer.
Não tardou e chegaram os mantimentos. Fogo no carvão, música alta e começou nossa pequena comemoração BDSM.
Uma coisa me preocupava, estávamos num local onde os vizinhos de duas casas ao lado, se chegassem nas janelas, acompanhavam tudo de camarote. Minha idéia era fazer as performances no salão de jogos. Mas nem houve tempo de por meus planos em questão, mal começou a festa e André já chupava com vontade os pés da Carol e Psique pulava no Nelson como uma coelhinha. Depois caí na água e Psique me afogou com os pés, com direito até a uma narigada minha na escada da piscina.
Mas acho que o tiro saiu pela culatra. Durante o churrasco uma vizinha chamada Natália se aproximou da cerca limite das duas casas e perguntou pelos proprietários. Falamos que a Carol era parente e que havíamos pegado as chaves emprestadas somente para o final de semana. Papo vai papo vem e a convidamos pra vir conversar do lado de cá da cerca. Não é que a morena topa.
Natália beira uns 30 anos, têm olhos castanhos, cabelos negros longos cacheados e lindo pés 37. Assim como a Naja possui grande tatuagem na perna e uma pequena no pé, o que nos impossibilitou de postar fotos dos pés de ambas.
Disse que mora ali há mais de 15 anos e nunca tinha visto “bricadeiras tão esquisitas” num churrasco em pleno domingão de tarde.
Contamos das festas, resumindo um pouco o complicado desejo sadomasô de cada um de nós, e mostramos algumas técnicas ao vivo. Meio tímida deixou André e Nelson massagearem seu pés, aos pouco foi se soltando e no final já pisava e (pasmem) ensaiou até um facesit, pra delírio dos presentes.
Nelson teve que ir embora de noitinha, em regra teríamos que ir com ele, mas tudo estava tão perfeito que ficamos mais uma noite. Como não tínhamos carro pra comprar mais birita, tivemos que economizar nas cervejas que sobraram e beber devagarzinho a meia garrafa de uísque que Natália roubou de casa e trouxe pra nós. Só que André, meio alto, esbarrou no último copo pela metade que tínhamos, o que nos fez terminar mais cedo o carteado que jogávamos e irmos dormir, pois dia seguinte todos trabalhavam cedinho no Rio e em Niterói.
Nesse carteado, nem preciso dizer que as prendas para os derrotados era malvadeza pura. Muito trample, cintada e bofetões rolaram com muito humor e sensualidade.
Agradeço mais uma vez Carol e André por tudo que fizeram por nós nesses dois dias e meio de muita diversão.


